Reparos submersos em estruturas de concreto: conhecendo essa demanda da construção civil
Obras portuárias e estruturas como caixas d’água seguem um ciclo comum: surge a necessidade de intervenção, a degradação avança, mas a presença constante de água impede o uso de soluções convencionais.
Na maioria dos casos, não há tempo ou viabilidade técnica para secar, drenar ou interromper o funcionamento da estrutura para executar os reparos necessários.
Assim, os reparos submersos em estruturas de concreto se tornam um desafio técnico, e apenas produtos específicos conseguem atender às exigências da aplicação.
Pasme, boa parte das falhas nesses reparos não está ligada à execução em si, mas à escolha inadequada do produto para um ambiente que impõe restrições severas.
Produtos convencionais são bons, mas não resolvem o problema em reparos submersos
Argamassas tradicionais cumprem muito bem o seu dever quando aplicadas em situações convencionais que vão de reparos localizados em ambientes secos até intervenções em estruturas onde é possível controlar a umidade, o tempo de cura e as condições de aplicação, como áreas internas, fachadas protegidas ou elementos estruturais fora de contato direto e permanente com a água.
Em obras portuárias, por exemplo, a associação de umidade permanente, ação mecânica da água e abrasão gera um ambiente em que soluções convencionais tendem a falhar rapidamente, não por serem ruins, mas por não serem designadas ao objetivo desses locais.
Reparos submersos exigem materiais capazes de atuar em ambiente permanentemente submerso
Em intervenções submersas, o ponto de partida não é “como adaptar o ambiente ao produto”, mas sim “qual material se adapta ao ambiente”.
Aqui está o verdadeiro segredo, que os materiais baseados em epóxi conseguem responder com assertividade.
Essas soluções não dependem da eliminação da água para desenvolver aderência e desempenho.
Por isso, são especificadas para situações em que a água não é um fator temporário, mas uma condição permanente da obra.
Critérios que orientam a escolha do material em reparos submersos
Ao especificar materiais para reparos submersos em estruturas de concreto, alguns critérios se tornam inegociáveis:
Capacidade de aplicação e aderência em ambiente submerso;
Compatibilidade com concreto e, quando necessário, metal;
Resistência mecânica adequada ao tipo de solicitação da estrutura;
Comportamento estável frente à ação contínua da água.
Ignorar qualquer um desses pontos costuma resultar em soluções paliativas, com necessidade de retrabalho em curto prazo.