A importância da cura do concreto para resistência, durabilidade e desempenho estrutural
Em obras com concreto, como pisos, lajes e pavimentos, a qualidade final não depende apenas da escolha dos materiais cimentícios.
Fatores relacionados à execução têm impacto direto no desempenho, na durabilidade e no comportamento do sistema ao longo do tempo.
Embora o mercado ofereça concretos e argamassas com excelente desempenho, muitos problemas em obra estão associados à execução inadequada da cura do concreto, etapa essencial e frequentemente subestimada no processo construtivo.
Efeitos da cura do concreto sobre porosidade, fissuração e durabilidade do concreto
Temos o dever de ressaltar que, além de controlar a evaporação da água, a cura adequada do concreto influencia diretamente sua microestrutura, pois permite que o cimento complete o processo de hidratação, preservando a uniformidade do material.
Esse processo é responsável por reduzir a formação de vazios e conferir maior densidade ao concreto, fator essencial para garantir resistência à compressão e à abrasão.
Riscos de uma cura mal realizada
Sem a cura adequada, aumenta significativamente o risco de retração por secagem, que gera fissuras superficiais e compromete a resistência mecânica do concreto.
A ausência de cura em conformidade também eleva a porosidade superficial, facilitando a penetração de agentes agressivos, como sais e umidade, acelerando os processos de degradação química e física.
Além disso, a cura interfere diretamente em propriedades de durabilidade, como resistência ao desgaste, à ação de ciclos de gelo-degelo e à carbonatação, particularmente em áreas de grande circulação ou exposição ambiental intensa.
Resultados da aplicação correta da cura em diferentes estruturas
A cura do concreto está diretamente ligada ao desempenho do concreto em diferentes situações de obra. Veja:
Pisos industriais e pavimentos com tráfego intenso: preservam a integridade superficial e aumentam a resistência ao desgaste.
Lajes e pavimentos expostos ao sol, vento ou baixa umidade: evitam microfissuras e deformações, trazendo a uniformidade ideal.
Estruturas pré-moldadas: sustentam a densidade e homogeneidade da superfície, importantes para revestimentos, pinturas e impermeabilizações.
Métodos de cura do concreto
Na prática da construção civil, dois métodos principais são utilizados para controlar a evaporação da água e minimizar a formação de fissuras no concreto: a cura úmida e a cura química.
Agora, vamos falar um pouco sobre cada um desses procedimentos:
Cura úmida:
Nesse caso, a cura é realizada exclusivamente com água, mantendo a superfície do concreto constantemente molhada ou coberta com mantas, panos úmidos ou por aspersão periódica.
Esse modo garante que a água continue disponível para a hidratação do cimento, reduzindo retração e fissuração. No entanto, a execução exige controle constante e mão de obra dedicada, principalmente em estruturas extensas, tornando o processo complexo.
Cura química:
A cura química utiliza compostos aplicados sobre o concreto fresco para formar uma película de baixa permeabilidade, evitando a evaporação da água e concedendo que o material complete sua hidratação efetiva.
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