Corrosão de armaduras: como tratar corretamente antes de aplicar o reparo
A corrosão de armaduras é uma das principais causas de deterioração do concreto armado e, quando não tratada da forma adequada, pode comprometer a segurança e a durabilidade das estruturas. Em obras de manutenção e recuperação, entender como esse processo acontece e qual é o tratamento correto antes da aplicação da argamassa faz toda a diferença no reparo.
Neste artigo, você vai entender como tratar corretamente a corrosão antes do reparo e quais soluções Quartzolit Profissional garantem uma recuperação estrutural duradoura.
O que é corrosão de armaduras?
A corrosão de armaduras é um processo de deterioração que ocorre quando o aço perde a proteção natural oferecida pelo concreto armado e passa a reagir com agentes agressivos, gerando oxidação. Essa oxidação aumenta o volume da barra de aço, criando tensões internas que rompem o concreto ao redor, surgindo fissuras, manchas e falhas de aderência, que evoluem rapidamente se não houver intervenção.
Esse processo costuma ser causado por carbonatação, penetração de cloretos, infiltrações, concretagem mal executada ou baixa cobrimento. Quando a corrosão se instala, não basta preencher o buraco, é necessário restabelecer a proteção do aço para evitar que o problema continue.
Como tratar a corrosão antes do reparo: o passo a passo correto
O tratamento adequado começa com a identificação das áreas comprometidas. A análise indica partes onde o concreto perdeu aderência ou está fragilizado, permitindo o início da remoção. Esse processo deve chegar até um concreto firme, sem partículas soltas, criando bordas definidas e garantindo espaço suficiente para expor a armadura de forma completa, quanto maior a abertura, mais precisa será a avaliação condição das barras.
Com o aço totalmente visível, inicia-se a etapa de limpeza da armadura. É aqui que muitos reparos falham, porque nem toda técnica é eficaz para interromper o processo corrosivo. Em danos leves, alguns profissionais recorrem à escovação manual, porém esse método traz limitações importantes: ele não remove os produtos de corrosão mais aderidos, pode deixar resíduos que afetam a aderência do protetor de armaduras e, em reparos críticos, não garante a superfície metálica ideal para a recomposição.
Por isso, em obras de recuperação estrutural, o método mais recomendado é o hidrojateamento de ultra alta pressão (UHP). Utilizando jatos de água em pressões extremamente elevadas, o UHP remove ferrugem, incrustações e contaminantes sem danificar o aço, deixando a barra limpa, uniforme e com condições ideais para receber o tratamento passivador. Além disso, reduz o risco de abrasão excessiva, comum em escovações agressivas e minimiza a reincidência da corrosão.
Após a limpeza, avalie se houve perda de seção da armadura. Quando o aço está íntegro, aplica-se o inibidor ou protetor de armaduras, que cria uma barreira química de proteção contra umidade e dióxido de carbono. Caso a corrosão tenha comprometido o diâmetro da barra, é necessária a substituição ou complementação da armadura para garantir a segurança estrutural.
Com a armadura protegida, o substrato é preparado: deve estar firme, limpo e levemente umedecido para não absorver a água da argamassa. A aplicação da argamassa estrutural S90 quartzolit deve preencher todo o volume removido, sendo bem adensada e moldada para evitar vazios e assegurar a continuidade estrutural do elemento.
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